Podem falar o que quiserem, que nem foi gravado em São Paulo e tal, mas a verdade é que adorei o comercial do shopping Cidade Jardim. Estou louco para conhecer o shopping quando eu for para São Paulo em agosto.
Para quem já era fã do seriado como eu, não tem como não gostar do filme. Alguns críticos acharam o filme um pouco longo, mas devo dizer que não vi o tempo passar.
Sex And The City acaba de abocanhar 55 milhões de dólares só no fim de semana de estréia nos Estados Unidos, valor muito mais alto que os previstos 30 milhões. É o poder de um dos primeiros ''blockbusters'' focado para o público feminino.
HORSE MEAT DISCO
Para quem gosta de Italo Disco tem que ir na noite Horse Meat Disco, na The Eagle, club londrino em Vauxhall. (link: www.horsemeatdisco.co.uk). Todo domingo das 20:00 até as 03:00.
A nova edição da revista Monocle sai hoje nas bancas do Reino Unido. Em breve já estará nas bancas que distrbuem revistas internacionais no Brasil.
Tem até um pequeno artigo meu sobre a inauguração do Shopping Cidade Jardim. Inclui ainda ótimos artigos sobre pacientes estrangeiros que vão até a Alemanha se tratar, devido às suas excelentes clínicas e médicos. Tem um fascículo especial sobre aviação, independência do Hawaii, publicidade na Índia ou ainda como funciona uma pequena cervejaria nas montanhas suíças.
O ensaio fashion masculino está ótimo também. Fotografado em um navio indo de Tóquio até a ilha de Hachijojima (suburbio distante em Tóquio), tem visuais ótimos, que vão das nossas Havaianas, até shorts incríveis da Engineered Garments.
Pelo visto não sou o único que se rendeu ao seriado obsessão do momento. Em um artigo publicado no The Independent (http://www.independent.co.uk/arts-entertainment/film-and-tv/features/teenage-kicks-how-gossip-girl-changed-tv-821513.html), ''Gossip Girl'' é clamado um seriado que pode mudar a história da televisão. Leiam o artigo e vejam se não é verdade. Na verdade, o que o artigo fala é que a grande maioria dos fãs de Gossip Girl assistem o seriado pelo computador na hora que eles bem entenderem, e que na verdade o seriado não tem uma grande audiência pela Tv, mas percebe-se que o seriado sempre está nas primeiras posições nas listas do iTunes ou ainda em sites de troca de arquivos. Ajuda que o seriado é exibido no site do canal norte-americano que passa a série (http://www.cwtv.com/shows/gossip-girl).
Deliciosamente prazeroso, acho bem melhor que The O.C.
Já tinha falado dele aqui no blog, sobre o primeiro single dele, chamado ''Black & Gold''. Lançou seu primeiro álbum hoje aqui no Reino Unido. Manteve a qualidade de ''Black & Gold'', com um sexy electro-soul. Destaque ainda para ''21st Century Life'' e ''Cut Me Loose''.
Fico feliz que ele tá mandando bem nas paradas daqui. ''Black & Gold'' está atualmente na segunda posição na parada de singles, só atrás de ''4 Minutes''.
Não me entusiasmei tanto com ''Hard Candy'' em comparação à ''Confessions On A Dancefloor'', mas não dá para negar, o novo álbum de Madonna funciona também muito bem nas ''dancefloor'' da vida. Entraram as batidas hip-hop (influências dos produtores, incluindo Pharrell e Timbaland), mas sem nunca perder o pop dance característico de Madonna, ainda bem.
Muito esperta, Madonna lança um CD que tem tudo para arrebentar em seu país natal. Não tô dizendo que ela não faz mais sucesso no Estados Unidos, mas sua preferência por produtores de música eletrônica europeus já não vende os mais de 5 milhões por álbum de antigamente lá no USA.
''4 Minutes'' foi uma boa escolha como primeiro single, bem contagiante e ainda com participação especial de Justim Timberlake. O segundo single então, ''Give It 2 Me'', é melhor ainda, lembra hits dance do começo dos anos 90. E o Disco está presente ainda em ''Hard Candy'', basta ouvir a ótima ''She's Not Me'', deliciosamente retrô, uma das melhores do álbum., ou ainda ''Dance 2Night'', bem chiclete. Até a baladinha ''Miles Away'' empolga.
Madonna deu de presente para a Warner seu último álbum na gravadora. Cheio de hits, é realmente tão bom quando uma ''loja de doces''.
Talvez eu não seja a melhor pessoa para fazer a crítica de Speed Racer, já que mal conhecia o desenho e nunca vi nem mesmo um episódio. Mas dá pra dizer que é um ótimo filme para começar a concorrida temporada de blockbusters.
Dirigido pelos irmãos Wachowski (Matrix), o filme tem um visual kitsch, o que o deixa ainda mais divertido e cheio de cores vibrantes. A escolha do elenco não poderia ser melhor. Emile Hirsch está ótimo no papel de Speed, e seus pais (Susan Sarandon e John Goodman) e namorada (Christina Ricci) também estão muito bem caracterizados. O irmãozinho então, arranca várias risadas.
A estréia mundial do filme acontecerá no dia 09 de maio.
* O ótimo FT Weekend, edição de fim de semana do jornal financeiro Financial Times, deu uma leve, mas boa repaginada. Com uma revista em formato maior, com mais fotos, e a volta de colunistas como Tyler Brule (http://www.ft.com/home/uk), é uma das melhores leituras para o fim de semana.
* Nessa quinta feira acontecem as eleições municipais britânicas. A principal batalha é a prefeitura de Londres. As pesquisas dão um empate técnico entre o candidato do partido trabalhista Ken Livingstone e Boris Johnson do partido conservador. Ken Livingstone merecia ganhar seu terceiro mandato, pois administrou a cidade muito bem, criou a ''congestion charge'' (pedágio municipal na cidade, ao custo de 8 libras ao dia para entrar com seu carro na área central da cidade). Boris Johnson é um candidato forte também, especialmente pelo seu charme e piadas (ajuda que teve participação em inúmeros programas na TV no passado). Mas devemos lembrar que Boris Johnson, com suas antigas declarações racistas não combina com a incrível mistura étnica de Londres. E sua falta de experiência também conta em sua lista de pontos negativos. Uma cidade que se transformou totalmente nos últimos 10 anos, para o melhor, não deve votar em um candidato como Boris Johnson.
*Outra revista bacana é a Butt, revista gay dos mesmo criadores da Fantastic Man (ver post do dia 10.04.08). http://www.buttmagazine.com/
*A nova Monocle chegou nas bancas hoje também. Como estou estagiando na revista, adoro ver a nova edição nas bancas, tudo certinho, pronto para ser consumida. A nova edição tem uma capa linda sobre o bairro Ashrafieh, em Beirut (Líbano). Ainda tem uma ótima reportagem sobre Florianópolis, a Oslo International School e uma feira de arte em Dubai. Não percam o ensaio fashion num escritório na Dinamarca !
*eu vi (haha, influência de Gossip Girl, meus caros !) > Dan Gillespie (vocalista do The Feeling) dando voltas na ótima loja de CD's Fopp ( http://www.fopp.com/ ).
O Independent (ou Indy para seus leitores fervorosos) mudou de editor. O novo editor se chama Roger Alton (ex-editor do dominical The Observer). Vale dizer que depois de Roger Alton assumir o Observer, as vendas do jornal cresceram muito, ele deu energia para o jornal que estava em plena decadência antes dele assumir o posto.
Será que ele fará o mesmo com o Indy ? Apesar de ser um jornal importante, com fortes opiniões em temas como a guerra no Iraque e o aquecimento global, o Independent é o jornal que menos vende dos ditos de qualidade (Daily Telegraph / The Times / The Guardian / Financial Times). Com uma visão liberal e centro-esquerda, o jornal é importante para manter a saudável imprensa britânica.
Com Roger no comando uma das principais características do jornal poderá ir embora, as capas estilo tablóide e relacionadas à apenas um assunto. As capas são criativas e chamam a atenção, mas também devem afastar muitos leitores, que rejeitam a ''single issue cover''.
A marca japonesa Uniqlo é um grande destaque entre as lojas ''high street'' londrinas. Por preços super acessíveis, seu design simples e cool, e suas cores ótimas devem deixar a concorrência babando. As camisas masculinas são um caso à parte. Hoje comprei 2 camisas lá, e dá para não sair feliz da loja, quando você paga muito pouco por um produto de qualidade.
Culminando na capa da Veja dessa semana, revista semanal de direita e a revista mais vendida do país também, a discussão do terceiro mandato de Lula não poderia ficar mais idiota.
Acho estranho alguns colunistas se alarmarem tanto quanto à um possível terceiro mandato de Lula. Primeiro, o presidente já repetiu por várias vezes que não pretende ser candidato para uma reeleição, e segundo, se caso ele ganhe em voto popular não vejo problema algum dele ficar no poder. E a questão aqui não é a minha simpatia pelo Lula ou não. Se determinado candidato ganhar a eleição pelo voto popular, qual é o problema dele continuar, desde que mantenha-se o processo de eleições democráticas a cada 4 anos.
Veja o exemplo de Tony Blair, que ficou no poder durante 3 mandatos, e acabou saindo pois já estava desgastado, e não vi nenhum atentado à democracia durante a permanênca dele no poder durante esses 3 mandatos. E qual seria a razão de que com Lula não seria a mesma história ? Confio na democraca brasileira, e acho que existe uma grande diferença entre um possível terceiro mandato e uma ameaça à democracia.
Revistas são um vício. E tem algumas que fazem valer o vício. Um grande exemplo é a Fantastic Man, editada pelos holandeses Jop van Bennekon & Gert Jonkers.
Posso parecer meio louco, mas enquanto as revistas mais informativas (The Economist, New Statesman, Carta Capital) eu leio em qualquer lugar e geralmente no mesmo dia que as compro, pela pressa de saber as notícias, pois sei que se deixar para ler no outro dia, a informação já poderá estar velha, revistas como a Fantastic Man, gosto de ler relaxado, quem sabe sentado num banco ao sol ou nos fins de semana. É como se fosse um momento de inspiração. Na última edição, os editores, enumerando o valor e autenticidade de mandar uma carta, colocaram uma folha separada em todas as edições, escrevendo o quanto uma carta é uma tradição que vale a pena preservar, e só esse gesto da folha já deixa a gente pensando, ou seja, eles encorajaram o uso da carta e a utilizaram. Ensaios fashion sóbrio completam essa revista bianual.
E a minha obsessão por shorts nessa primavera (ou outono no Brasil) continua. Achei a coleção nova da Bruuns Bazaar, marca dinamarquesa, fantástica ! Viva os shorts.
O diretor Michael Haneke resolveu fazer um remake de seu filme ''Funny Games'' (rodado em alemão, lançado há 10 anos atras). Só que agora a história muda para uma família de classe média alta norte-americana, em sua casa de veraneio perto de Nova York.
As críticas não estão sendo tão positivas, dizendo que o filme, pretensamente intelectual, não passa de uma versão ''clean'' e ''arthouse'' de Hostel.
Angustiante, obscuro e perversamente intrigante o filme é rodado com maestria por Haneke (diretor do ótimo Hidden, com Juliette Binoche). Naomi Watts está ótima no papel da vítima de 2 jovens sadistas que armam jogos sádicos com a família em que eles invadiram a propriedade. Haneke quer nos deixar deprimidos, mostrar a cultura de violência em que vivemos, a morte somente pelo prazer de matar.
Não recomendado para pessoas mais sensíveis, no cinema vi uma família saindo e ainda exclamando, ''Não aguento mais !''. Haha, depois desse parágrafo, aposto que estou incentivando à vocês irem correndo ver o filme, para ver o quão chocante ele é na verdade.